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Impressionante domínio
Williams girls campeãs de duplas em Wimbledon Poucas horas depois de fazerem a final de simples (vencida por Serena), as irmãs Williams venceram a dupla australiana por 2 sets a 0 e conquistaram seu quarto título de duplas em Wimbledon.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 16h56
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Ops!!!
Em entrevista polêmica, Ecclestone solta o verbo e elogia Hitler
 F-1
 Da Redação do UOL
O detentor dos direitos comerciais da F-1, Bernie Ecclestone, concedeu um entrevista polêmica ao jornal The Times. Na reportagem o chefão da categoria soltou o verbo e falou sobre diversos assuntos embaraçosos.
Ecclestone que vem controlando a categoria com mãos de ferro nos últimos anos, não parece querer ficar de fora do circo da F-1, assim como o presidente da FIA (Federação Internacional de Automóvel) Max Mosley, que mesmo com a pressão da FOTA (Associação de Times da F-1) pode lutar pela reeleição.
Há porém no meio da FIA uma preocupação que as acusações feitas pelo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, de que a categoria passe a ser controlada por um ditador. Quanto a esse assunto, a opinião de Ecclestone é forte.
"Se você olhar para uma democracia que não faz coisas boas para o país, então prefiro pessoas fortes que mantém a sua opinião. Se é preciso manter a referência e para isso tem que tomar algumas decisões erradas, então para mim está bem," disse.
Ecclestone também mostrou sua admiração por líderes políticos como a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. Apesar de criticar os recentes governantes do Reino Unido como Tony Blair e Gordon Brown, para quem Ecclestone acredita que 'queria agradar a todos'.
Quando lhe perguntaram quem seria o seu 'ditador preferido' Ecclestone disse que "apesar de parecer terrível, suponho, que o fato de Hitler ter convencido pessoas a fazer o que queriam ou não, estava no caminho para controlar muita gente'.
"No final ele perdeu porque não foi um bom ditador, porque sabia que tinha cometido muitos erros, mas acabou insistindo, assim de uma maneira ou de outras ele não era um ditador," acrescentou.
As declarações de Ecclestone repercutiram em toda a Europa. O editor do jornal Jewish Chronicle, Stephen Pollard, disse que "o senhor Ecclestone é um idiota e tem a moral repugnante. Ou ele não tem ideia de quão estúpida e ofensivas são suas opiniões ou ele merece ser preso por desacato às pessoas decentes."
Escrito por Marco Aurelio Klein às 14h38
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Wimbledon: Final feminina de simples
No duelo das Williams, deu Sirena Por 2 sets a 0 Serena venceu Venus e ganhou seu décimo primeiro torneio do Grand Slam e o terceiro em Wimbledon, torneio dominado pelas irmãs Williams desde 2000. Foram 8 vitórias no período; as três de Serena e cinco de Venus. Logo mais as irmãs decidem também a final de duplas.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h23
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Wimbledon: final masculina
Roger Federer x Andy Roddick Federer passou pelo alemão Tommy Haas por 3 sets a zero e os xarás Andy Murray e Andy Roddick fizeram partida longa, disputadíssima e com lances espetaculares de ambos os tenistas, com vitória do americano por 3 sets a 1; sendo os dois últimos vencidos no tie brake. Andy Roddick alcança sua terceira final em Wimbledon. Nas outras duas perdeu (2004 e 2005) exatamente para Roger Federer, seu adversário no domingo. Em vinte partidas disputadas contra o suíço, Roddick perdeu 18, sendo seis finais.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 14h52
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Final da Libertadores
Brasil x Argentina Cruzeiro x Estudiantes Será a 12o final envolvendo times dos dois países. A Argentina está à frente com bastante folga: 8x3. Também está à frente nos títulos conquistados: 21x13. O time brasileiro busca seu terceiro título (ganhou em 1976 e 1997) e o Estudiantes busca seu quarto título (1968/69/70).
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h53
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Luto no sul
Cruzeiro elimina o Grêmio Absolutamente eficiente nas suas finalizações e aproveitando a vantagem construída no jogo em Belo Horizonte, o Cruzeiro fez 2x0 no primeiro tempo e apenas administrou a vantagem e apesar de ceder o empate no segundo tempo, a exemplo do que acontecera na véspera no Beira-Rio entre Corinthians e Internacional, não teve ameaçada sua classificação em nenhum momento. Destaque para a torcida do Grêmio, que cantou todo o tempo, não parando nem mesmo depois do jogo.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h43
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Homenagem especial
Wimbledon homenageia Maria Esther Bueno Amanhã, antes da final feminina, Wimbledon homenageará os 50 anos do primeiro título de simples da brasileira Maria Esther Bueno, que estará presente. A brasileira, de São Paulo, na época atleta do falecido Clube de Regatas Tietê, venceu 8 vezes o tradicional torneio. Três em simples e cinco em duplas. No torneio de simples, venceu em 1959, 1960 e 1964. Tinha apenas 19 anos quando da primeira vitória. Às 9 da manhã (confira o horário), deste sábado, antes da final deste ano, o SporTV exibirá programa especial de homenagem à grande atleta brasileira. Imperdível, pois!
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h37
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Wimbledon: final feminina
Williams girls Amanhã, no SporTV 2 você poderá assistir o 21o jogo entre Serena e Venus Williams, desempatando esta espécie de série familiar, ora 10x10 e decidindo o título feminino de Wimbledon. Em decisões, as irmãos californianas já se encontraram 7 vezes e Serena tem 5x2 contra a irmã mais velha. O pai, como sempre faz nestas circunstâncias, não vai ao jogo.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h30
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A ver...
GALÁCTICOS PLATINI QUER IMPOR CONTROLE
Os gastos do Real Madrid com sua segunda geração de galácticos, que já ultrapassaram os 200 milhões, também foram tema da reunião da Uefa. A entidade pretende criar normas para conter despesas excessivas com compra e salários de atletas e evitar que os clubes façam empréstimos bancários para adquirir jogadores, como fez o cartola Florentino Pérez para contar com Kaká, Cristiano Ronaldo, Albiol e Benzema no Real.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h31
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UEFA
Europa faz guia contra racismo nos estádios Folha de S.Paulo A Uefa anunciou medidas para coibir manifestações racistas nos estádios. O guia tem três passos e entrará em vigor agora. Se um juiz detectar comportamentos discriminatórios, a primeira medida será parar o duelo e pedir, pelo sistema de som, para que a torcida cesse a manifestação. Caso não seja atendido, o árbitro deve suspender a partida por um período de cinco a dez minutos, enquanto o alto-falante do estádio solicitará pela segunda vez o fim dos atos. Novo insulto provoca a suspensão do jogo. A Uefa ainda pode aplicar multa e outras punições para o clube da torcida infratora, além de interditar a arena.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h22
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Deu em O Globo, no Extra e na Folha
Casa de Eurico Miranda em Angra dos Reis vai a leilãoEx-presidente vascaíno foi condenado por declarações dadas em 1997 Uma declaração de 1997 vai custar caro ao ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda. O cartola vai perder a sua casa de praia em Angra dos Reis, que fica no litoral sul do Rio de Janeiro por decisão da 29ª Vara Cível.
Na ocasião, o dirigente disse, antes da final do Brasileiro contra o Palmeiras, que a Parmalat então patrocinadora do clube paulista, pagaria R$ 300 mil ao árbitro Sidrack Marinho dos Santos para beneficiar o Verdão. A casa, avaliada em R$ 1,2 milhão, será vendida como parte do pagamento de R$ 1,5 milhão, a que a empresa tem direito.
- Minha vida não interessa a ninguém. Mas posso adiantar que tudo que foi publicado está errado. Só não vou dizer o certo porque ninguém tem nada a ver com a minha vida – disse Eurico Miranda, ao GLOBOESPORTE.COM.
Apesar de o ex-presidente negar, o advogado da Parmalat, José Diogo Bastos Neto, confirma a decisão da Justiça. Ele ainda garante que não há mais possibilidade de recurso.
- Estamos só aguardando o Fórum de Angra marcar o leilão – afirmou. O advogado ainda contou a tentativa do ex-dirigente de escapar do leilão, que ainda não tem data para acontecer.
- Numa das fases do processo, ele chegou a doar a casa para os filhos, mas o juiz cancelou a doação. Já tentamos várias vezes negociar com o Eurico, mas ele nunca quis um acordo. Por isso, o leilão foi determinado - explicou José Diogo Bastos Neto.
O Vasco conquistou o título da competição com dois empates sem gols com o Palmeiras. O time carioca havia feito melhor campanha durante a fase de classificação.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 18h07
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Torcedor número 1
Presidente Lula será o primeiro a receber os campeões A delegação corinthiana mudou os planos e foi para Brasília para ser recebida pelo presidente Lula, corinthiano fanático. As comemorações planejadas para o Parque São Jorge foram adiadas. O avião fretado fez escala em São Paulo apenas para o desembarque de alguns dirigentes e convidados e seguiu para Brasília. Em Brasília pousará em meio às turbulências da crise política no senado. Vai alegrar um dia bem difícil para o presidente. Coisas do futebol.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 14h57
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Fifa
Fifa repreende comemoração religiosa do BrasilFesta após título, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa. A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.
Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.
Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.
Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.
"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.
Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.
As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.
A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 14h16
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Furacão Williams
Williams vs Williams Venus Williams passou como um furacão por sobre a número um do mundo, a russa Dinara Safina, com atordoantes 6/1 e 6/0, em apenas 51 minutos. Sábado, outra final entre as irmãs Williams.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h26
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Camisa nova
Nova camisa do Manchester United é rubro-negra O Manchester United divulgou nesta quarta-feira seu novo uniforme principal. A camisa número 1, predominantemente vermelha, ganhou um 'V' preto na altura do peito. A camisa só estará disponível nas lojas a partir do dia 16, data do lançamento oficial. O site do clube, entretanto, já aceita encomendas. Uma camisa de mangas curtas, tamanho adulto, sai por € 43 (R$ 117) mais taxa de envio. Na foto, o zagueiro Rio Ferdinand é o garoto-propaganda.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h54
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Maiô tecnológico
Ops! A nadadora italiana Flavia Zoccari já estava pronta para os 200 m livres quando seu maiô rasgou. Não tinha jeito, era preciso escolher entre nadar assim ou desistir da prova. Às lágrimas, ela preferiu desistir. 
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h52
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Wimbledon: preços disparam
Vinte mil libras por um ingresso? A possibilidade de que um britânico, o escocês Andy Murray, chegue à final de Wimbledon, o que não acontece há 32 anos e a notícia de que tal jogo teria a presença da Rainha Elizabeth fez com que disparassem os preços do mercado paraleo de ingressos. Ontem, um par dos ingressos mais baratos, 100 libras, foi vendido no eBay por 2.050 libras. Outros quatro ingressos, de lugares nobres, foram colocados à venda por 20 mil libras cada. A única vez que a Rainha presenciou um jogo em Wimbledon foi em 1977, centenário do torneio, na final de simples feminina com participação da britânica Virgínia Wade. Sua majestade é pé quente, Virginia ficou com o título derrotando a holandesa Betty Stöve.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h40
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Wimbledon: 1a. semifinal feminina
Primeira das Williams girls na final Num jogo espetacular, de quase três horas de duração, a norte-americana Serena Williams bateu a russa Elena Dimentieva por 2 sets a 1 de virada, com 6/7, 7/5 e 8/6 para alcançar sua quinta final no tradicional torneio.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h09
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Coisa feia
Volta olímpica no escuro Alguém no Beira-Rio começou a desligar os refletores antes que os jogadores do Corinthians cruzassem o campo até o local onde estava sua numerosa torcida, do outro lado em relação ao pódium onde os atletas receberam o justíssimo troféu e as medalhas merecidas. Alguém pode imaginar uma final de Champions League com as comemorações feitas à meia luz?
Escrito por Marco Aurelio Klein às 01h59
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Andy x Andy
Jogo de xarás Definida a semifinal que faltava em Wimbledon: será entre o escocês Andy Murray e o americano Andy Roddick. O jogo será na próximas sexta. No mesmo dia o suíço Roger Federer enfrentará o alemão Tommy Haas na outra semifinal.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 17h24
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Wimbledon: definido mais um semifinalista
O escocês Andy Murray é o terceiro britânico a chegar na semifinal na era profissional Murray não decepcionou a torcida e igualou Tim Henman e Roger Taylor como os únicos britânicos a chegar à semifinal em Wimbledon desde 1968, ano em que acabou a distinção entre tenistas amadores e profissionais.
O tenista de 22 anos chegou à vitória de número 200 na sua carreira. Ele é a grande esperança do público local de quebrar um jejum de 73 anos sem título de um anfitrião no All England Lawn Tennis Club.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 15h04
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Wimbledon
Definida a primeira semifinal masculina O suíço Roger Federer fez 3 sets a zero no croata Ivo Karlovic, conseguindo sua vitória de número 49 em Wimbledon e garantindo seu lugar numa das semifinais da sexta-feira. Vai jogar contra o alemão Tommy Haas, que passou pelo sérvio Novak Djokovic por 3 sets a 1. No feminino, as duas irmãs Williams, chamadas de Williamns girls pela imprensa inglesa, garantiram lugar nas semifinais femininas na quinta-feira. Serena jogará contra a russa Elena Dementieva e Venus contra a também russa Dinara Safina. Tem pinta de outra final familiar, entre as irmãs Williams, repetindo a final do ano passado. Vencida por Venus.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h20
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Da Revista Placar
Os milhões da Copa-2014 Em meio a disputa por dinheiro, donos de estádios já pensam em diminuir as capacidades RICARDO PERRONE Após assegurarem vaga na Copa do Mundo de 2014, os responsáveis pela construção de alguns estádios já admitem ter dado um passo maior que a perna. Eles conversam com o comitê organizador para reduzir o tamanho das novas arenas. Por isso, o custo inicial de 5,9 bilhões de reais para a construção e reforma dos estádios deve diminuir. A ideia é amenizar o risco de o Brasil ficar com 12 elefantes brancos.
O comitê organizador não informa quais são os palcos que vão encolher. Só deve se pronunciar após bater o martelo com as subsedes.
Enquanto isso, já há uma brecha para que o dinheiro público seja usado para pagar a conta. É que o BNDES, banco vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, está disposto a emprestar pelo menos 4 bilhões de reais a empresas privadas para a construção e reforma de estádios. O banco, porém, deve pedir que os governos sejam fiadores. Se a empresa não pagar, o governo local tem de arcar com o prejuízo. Por isso, a maioria das subsedes tem a certeza de que não faltará dinheiro para seus projetos.
Mesmo assim, já há uma briga pelos milhões que começam a vir da Fifa. A entidade vai despejar no país mais de 400 milhões de dólares. Essa verba será administrada pelo comitê organizador, que usará a quantia para remunerar seus integrantes e manter as arenas durante a Copa. Nesse último item, alguns dirigentes enxergam uma chance de pegar sua fatia. Entendem que fazem parte dos gastos com manutenção as despesas com tudo que será desmontado após o Mundial. Como uma enorme sala de imprensa, por exemplo. Terão agora de convencer a Fifa.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 11h05
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Do blog do Cosme Rímoli
Luxemburgo não merecia esta despedida do Palmeiras...
Emblemática a despedida de Vanderlei Luxemburgo do Palmeiras. O treinador entrou sorrateiro, escondido. Chegou aos jogadores por uma entrada do Centro de Treinamento que a imprensa não tem acesso. Falou por 20 minutos e foi embora, escondido. Coube aos assessores de imprensa contar o fato, que passaria desapercebido. Essa despedida silenciosa não combina com o treinador que se dizia manager. Ele que chegou ao Palmeiras com tantos planos. Com o apoio do seu amigo pessoal, Jota Hawilla, e os milhões da Traffic. O sonho era montar uma equipe fortíssima. Dar lucro ao Palmeiras, à empresa e ganhar títulos. E o clube teve a Comissão Técnica mais cara da América Latina. A Traffic precisou rachar as despesas. Caras demais para o Palmeiras. Os planos eram ousados. Comentados em jantares no restaurante Jardim de Napoli. Para os amigos íntimos, Luxemburgo dizia que montaria o melhor time da América do Sul. Ganhar a Libertadores seria uma questão de tempo. E explicava táticas, via potencial de craque em jogadores que nem seus amigos acreditavam. O sonho era colecionar títulos. Ganhar a Libertadores, lutar para fazer do Palmeiras campeão mundial E depois, aclamado pela opinião pública, substituir Dunga. Dar a volta por cima no fracasso que foi dirigindo a Seleção Brasileira em 2000. Quando foi mandado embora por seu amigo e presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Nem com toda a boa vontade, ele pôde acalmar a opinião pública diante dos fracos resultados. Da eliminação de forma tosca da Olimpíada. E, principalmente, das várias acusações, da falsidade ideológica, com direito a alteração de nome e idade. A sua ligação com o Palmeiras sempre foi forte demais. Com razão. Ele foi o treinador que, em 1993, acabou com o jejum de títulos que começou em 1976. Os jogadores, os dirigentes, os funcionários, os torcedores. Todos estavam cansados do treinador prepotente em que se transformou. Cansou até o presidente Belluzzo que havia jurado, como um guerrilheiro, ficar com ele até a morte. Nenhum dos seus sonhos se concretizou. Ou melhor. Venceu o Paulista de 2008. Não mexeu um dedo para impedir a saída do ídolo palmeirense Valdívia. Na sua visão, Kléber seria caro e deixaria o seu ataque lento. Provocou publicamente Keirrison. Disse que a torcida palmeirense era fria, não se comportava como a do Sport ou como a do Internacional. Colecionou inimigos. Até o governador de São Paulo, José Serra, disse ontem que a melhor coisa que aconteceu no Palmeiras nos últimos tempos foi sua saída. Não é de se estranhar que Vanderlei Luxemburgo tenha entrado e saído no Centro de Treinamento sem ninguém ver. "Ele no banco de reservas é o melhor treinador disparado do Brasil." Frase do último campeão mundial com a Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari. O problema de Vanderlei é que ele tem instituto, tem bar, quer ser manager, responder cada crítica. Ele é o único treinador do Brasil que leva seu assessor de imprensa pessoal para o clube onde for trabalhar. Os repórteres se sentem vigiados pelo assessor pessoal do técnico. Ninguém faz isso. E Luxemburgo não percebe o desgaste gratuito. A última grande conquista foi o Brasileiro de 2004. Desde então, coleciona títulos paulistas e inimigos. Este ano, nem paulista. Mas a coleção de inimigos não para de aumentar. Está explicada a entrada e saída como um fantasma na despedida do Palmeiras. Mas um treinador com seu currículo não merecia essa despedida melancólica...
Escrito por Marco Aurelio Klein às 20h57
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Stradivarius
“Steve Jobs é o Stradivari moderno”  Para o sociólogo Richard Sennett, existem muitas similaridades entre a carreira de Steve Jobs e o gênio fabricante de violinos italiano Antonio Stradivari, que viveu entre 1644 e 1737. Em pleno século 21, a Apple se aproximaria muito do modelo de oficina dos artesãos antigos. Stradivari cuidava pessoalmente dos menores detalhes da produção de seus instrumentos e era a força motriz de seu negócio. Supervisionava desde as etapas preparatórias – como o mergulho da madeira na água e os primeiros cortes e modelagens – ao entalhe, à montagem das partes do instrumento e à aplicação do verniz. Entre as muitas teorias sobre por que seus instrumentos são excepcionais, uma diz que a diferença seria a camada de verniz, que conteria até cinzas vulcânicas.
Quando Stradivari (ele usava a versão em latim de seu nome, “Stradivarius”, para assinar os instrumentos) morreu, o segredo de seu sucesso foi com ele para a tumba. Os instrumentos que continuaram a ser fabricados pelos filhos eram excelentes, mas a mágica se perdeu. “Montanhas de dinheiro e incontáveis experiências não foram capazes de reviver os segredos do mestre”, diz Sennett. De acordo com o sociólogo, a Apple corre idêntico risco. “Numa oficina dominada pela individualidade e as particularidades do mestre, predomina o conhecimento tácito. Após sua morte, os passos, as soluções e as percepções dele não podem ser recuperadas. Não há como pedir para tornar explícito o que é tácito”, diz. Nesses casos, segundo ele, nem mesmo o gênio consegue identificar e descrever por completo o processo pelo qual atinge seu resultado. Assim como o mestre italiano, Jobs pode ser o principal segredo da Apple. O futuro dirá. Reuters
Escrito por Marco Aurelio Klein às 18h24
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Excelências
Ministérios ou congresso Estranhas figuras as Excelências Eleitos, deputados, senadores, muitas vezes nem esquentam suas confortáveis cadeiras no plenário por conta de um gabinete de ministro. Ministros, a cada chegada de eleição abandonam os gabinetes para correr atrás dos votos para voltar para o congresso. Eleitos, deputados, senadores, muitas vezes...
Escrito por Marco Aurelio Klein às 16h24
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Eleições chegando...
Começa a revoada na Esplanada Por Luiz Carlos Azedo, com Guilherme Queiroz do Correio Braziliense
As baixas na equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vão parar nos ministros de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB), que vai para o Tribunal de Contas da União (TCU), e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, que voltará para a Universidade de Harvard (EUA). Outros ministros deverão deixar o governo, a começar pelo advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, que deve ser indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está escalada para ser candidata a presidente da República. O titular das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), quer disputar o governo de Minas. Na Justiça, Tarso Genro é candidato ao governo gaúcho. Edison Lobão (PMDB) deixará Minas e Energia para concorrer ao governo do Maranhão ou ao Senado. O ministro da Integração, Geddel Vieira Lima (PMDB), concorrerá a governo baiano ou ao Senado. Na Previdência, José Pimentel disputará uma vaga no Senado pelo Ceará. Na Defesa, Nelson Jobim (PMDB) é um curinga para a vice de Dilma.
Excelências O ministro da Pesca, Altemir Gregolin (PT), disputará uma cadeira de deputado por Santa Catarina. O da Igualdade Racial, Edson Santos (PT-RJ), e o da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB-PR), concorrerão à reeleição para a Câmara. Na Cultura, o baiano Juca Ferreira (PV) quer virar deputado federal. No Meio Ambiente, o carioca Carlos Minc (PV) também. Ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias (PT) será candidato ao Senado por Minas. Na Educação, Fernando Haddad (PT) tem pretensões eleitorais em São Paulo. No Esporte, Orlando Silva (PCdoB) idem. No Planejamento, Paulo Bernardo (PT-PR) quer renovar seu mandato na Câmara. Na Saúde, José Gomes Temporão (PMDB) será candidato a deputado federal. No Trabalho, Carlos Lupi (PDT) disputará um mandato na Câmara.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 16h19
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F1 - Fernando Alonso
Ferrari anunciará Alonso no GP da Itália, diz jornalSegundo o "AS", Massa ou Raikkonen será preterido para o próximo ano http://tazio.uol.com.br/f-1/textos/11633/ Fernando Alonso pode ser anunciado como novo piloto da Ferrari no próximo dia 11 de setembro, durante os treinos para o GP da Itália, em Monza. A informação é da edição desta terça do jornal espanhol "AS".
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h50
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Ronaldo
Ronaldo revela-se monstro do Guaraná AntarcticaVídeo que circula no YouTube traz craque do Corinthians vestido de Galileu, personagem da nova campanha da marca (do Propmark) Um viral que circula no YouTube traz uma espécie de "making off" da segunda fase da campanha "Momentos", do Guaraná Antarctica, cujo personagem principal é um Godzilla chamado Galileu. Ao final da gravações, o "mostro" começa a fazer "embaixadinhas" com uma lata de refrigerante, e depois a arremessa com o rabo. Para a surpresa do telespectador, Galileu retira a parte de cima da fantasia e revela ser o jogador Ronaldo, do Corinthias, que é o novo garoto-propaganda da marca.
A segunda fase da campanha "Momentos" estreou no início deste mês para apresentar aos consumidores toda linha de embalagens do Guaraná Antarctica. A criação é da DM9DDB. Assista o filme clicando aqui.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 11h51
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Promoção na F1
Bridgestone leva clientes para Fórmula 1Campanha para divulgar promoção conta com o piloto Felipe Massa A MPM Propaganda estreou, em rede nacional, a promoção “Arquibancada Bridgestone”, que vai sortear ingressos para assistir aos treinos e à corrida do GP Brasil de Fórmula 1, que acontece dia 18 de outubro, no autódromo de Interlagos, em São Paulo. A cada dois pneus comprados e montados, com alinhamento e balanceamento na rede oficial de revendedores da marca, o consumidor ganha um cupom para concorrer a um ingresso com acompanhante e todas as despesas de viagem e estadia pagas. A campanha contará com filme, anúncios de mídia impressa, mídia exterior (menos na cidade de São Paulo) e um hotsite.Toda campanha trará o piloto brasileiro Felipe Massa como garoto propaganda. No filme, por exemplo, Massa convida o público a entrar no clima da Fórmula 1 e ir até um revendedor Bridgestone, adquirir os pneus da marca e concorrer aos ingressos do GP Brasil de F1. O trabalho finaliza com a assinatura: “Bridgestone. O pneu oficial da Fórmula 1”.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 00h05
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Europeu Sub-21
Alemanha campeã A seleção da Alemanha venceu hoje, na Suécia, seu primeiro europeu sub-21 com incontestáveis 4x0 sobre a Inglaterra. Foi a segunda vez que estes tradicionais rivais no futebol europeu se encontraram em finais de sub-21. Na primeira, em 1982, vitória inglesa. O jogador alemão Sandro Wagner conseguiu seu terceiro título seguido nas categorias Sub: foi campeão do Sub-17; depois do Sub-19 e agora do Sub-21. O chamado hat-trick, pois!
Escrito por Marco Aurelio Klein às 22h31
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Do próprio blog, Vanderlei também rebate Felipão
Insinuações Nunca declarei ser favorável em participação na venda de jogadores. Conceitualmente, acredito que como em qualquer empresa, é normal um funcionário ter participação nos lucros. Mas isso no Brasil, pela sua cultura, jamais irá acontecer. Prefiro me preocupar com meu instituto – o Instituto Wanderley Luxemburgo -, cujo único objetivo é transmitir um pouco do conhecimento que tenho e que tem tudo a ver com a área em que trabalho, do que ficar preocupado com a vida alheia.
Escrito por Vanderlei Luxemburgo às 16h53
Escrito por Marco Aurelio Klein às 20h10
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Ronaldo desmente Felipão
Ronaldo desmente Felipão e nega rixa com Rivaldo na Copa de 2002Bruno Império, em Curitiba (PR) para o UOL Felipão afirmou em entrevista ao colunista do jornal O Globo Renato Maurício Prado, no último domingo, que teve de colocar fim a uma disputa interna dos dois principais jogadores do time pentacampeão do mundo na Ásia. Segundo o treinador, Rivaldo e Ronaldo tinham uma disputa interna para ver quem marcava mais gols na Copa e isso estava se refletindo dentro de campo. Nesta segunda-feira, entretanto, o Fenômeno negou que esta briga tenha existido.
Ainda de acordo com o treinador, a rivalidade da dupla chegou a um ponto em que ele teve de chamar seus comandados para uma conversa para colocar um fim à situação. Por iniciativa de Rivaldo, os dois jogadores voltaram a se afinar.
"Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será". Falei e fui embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois". E acabou de vez aquela bobajada", afirmou Felipão.
Questionado sobre o episódio, Ronaldo foi evasivo. "Que eu me lembre isso nunca aconteceu. E não entendo como um treinador possa ficar chateado porque dois jogadores do seu elenco querem fazer gols. Se eu fosse treinador, tudo que eu queria era dois jogadores que quisessem marcar mais gols", disse o Fenômeno.
Prova de que a disputa interna nunca existiu ou que foi realmente solucionada é o lance de um dos gols da final contra a Alemanha. Rivaldo recebeu um passe de Kléberson em boas condições de partir para o gol, mas abriu as pernas para enganar a defesa e deixar a bola chegar em Ronaldo, que estava em melhores condições.
Hoje, Rivaldo está esquecido no mesmo time de Felipão, o Bunyodkor, do Uzbequistão. Ronaldo está bem distante dos ex-companheiros. No Corinthians, o Fenômeno busca a conquista da Copa do Brasil e alguns torcedores clamam por sua volta à seleção.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 15h51
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Deu no blog do Cosme Rímoli, no UOL
Sabotagem ou mera burocracia? O blog (Cosme Rímoli) apurou a razão porque Muricy Ramalho pediu 'uns dias' para a diretoria do Palmeiras. Não foi bem para pensar. Fazer charme. Ou esperar a decisão entre Internacional e Corinthians pela Copa do Brasil. O problema está no São Paulo. Por respeito ao clube, o treinador não quis tornar pública uma situação até então impensável. Vários conselheiros e dirigentes que trabalharam pela saída do técnico do Morumbi estão admirados. Não esperavam tanta fidelidade. A diretoria do São Paulo não está nem um pouco empenhada em pagar rapidamente o que deve ao técnico. Muito pelo contrário. E mais: quem teve acesso às contas do treinador no São Paulo ficou estarrecido. O treinador tinha dois meses de salários atrasados. Só ele. Os jogadores estavam recebendo o que está registrado na carteira de trabalho em dia. O São Paulo atrasou os direitos de imagem. Muricy, não. Estava sem receber há dois meses quando foi demitido. E não revelou para a imprensa. Seu salário era de R$ 350 mil mensais. Se não tinha multa como Luxemburgo, tem direito a receber 50% das férias e do 13º como qualquer trabalhador. O total gira em torno de R$ 1,4 milhão. Muricy foi demitido há dez dias. Um clube grande e poderoso como o São Paulo não está pagando Muricy porque não quer. A impressão que fica é que os dirigentes não querem ver o treinador trabalhando em um rival. No Palmeiras. O plano está dando certo. Os dirigentes palmeirenses acreditam que o treinador está menosprezando o clube. Está na hora de Muricy repensar sua lealdade...
Escrito por Marco Aurelio Klein às 15h15
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Cai mais um recorde no tênis
Novamente ele, Roger Federer O tenista suíço acaba de vencer por 3 sets a zero o sueco Robin Soderling, pelas oitavas de final de Wimbledon. Foi sua vitória de número 48 no mais tradicional torneio dentre os que formam o chamado Grand Slam, ultrapassando assim a marca de 47 que pertencia a Andre Agassi.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 11h17
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De Prima, do Lance
Nova tentativa A Comissão Gestora dos Ingressos da FPF apresentará na próxima semana o plano de ação para a venda eficaz dos bilhetes em São Paulo. Segundo Marco Aurelio Klein, haverá a divulgação de informações para os torcedores com maior transparência, evitando tumultos.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 09h06
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Do Correio Braziliense
Nossa Copa Cristovam Buarque, Senador (PDT-DF) A Copa da Fifa não será nossa Copa, será dos turistas e de alguns brasileiros ricos. Vai gerar empregos provisórios e deixar algumas divisas. Para os brasileiros, ficará o orgulho de ter sido a sede, principalmente se formos campeões, rompendo a inesquecível derrota de 1950. Para os brasilienses, ficará o orgulho de sermos a mais jovem cidade-sede do torneio.
Mas podemos fazer da Copa da Fifa a nossa Copa. Basta tomarmos medidas para obtermos resultados permanentes para todos.
A cada fim de semana, milhares de brasilienses jogam futebol em campos de pelada. A maior parte é campo público, com poeira, assistidos em pé, sob sol e chuva. A Copa da Fifa nada deixará para esses milhares de brasilienses que certamente nem assistirão aos jogos. Isso pode mudar se parte dos recursos previstos para preparar a infraestrutura da Copa for utilizada para melhorar os campos de pelada locais. Com pequena percentagem das centenas de milhões que serão investidos na Copa da Fifa, será possível equipar todos os campos de pelada, deixá-los sem poeira, com vestiários, iluminação, arquibancadas. Um projeto de lei foi aprovado esta semana na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal visando reservar parte dos gastos da Copa da Fifa para o futebol amador brasileiro. Agora vai para outras comissões. Ainda pode ser corrigido em suas falhas. Mas, independentemente desse projeto, o GDF pode reservar parte de seus investimentos para fazer com que a Copa da Fifa seja também nossa Copa, deixando resultados para os brasilienses que, não sendo jogadores de seleção nem ricos aficionados, poderão, mesmo assim, usufruir dos benefícios.
Durante as semanas da Copa de 2014, milhares de turistas vão usar nossos serviços de transporte. Seria bom se, além do Veículo Leve sobre Trilhos, que será construído entre o aeroporto e o Estádio Mané Garrincha – que não podemos deixar que mude de nome como estão propondo –, o transporte público brasiliense receba recursos para que, depois da Copa da Fifa, nossa população se beneficie também.
Os turistas vão utilizar nossos táxis. Será bom, para eles e para nós, que até 2014 os taxistas brasilienses (e motoristas do VLT e dos ônibus) aprendessem idiomas estrangeiros: isso daria uma imagem positiva de Brasília e deixar um bom resultado para a cidade. Passada a Copa da Fifa, esse sistema poderá ser incentivo para manter um clima turístico em Brasília, não mais como sede de Copa, mas como a moderna capital do Brasil.
Será uma vergonha que Brasília chegue à Copa com um problema vergonhoso, como a dengue ameaçando turistas. O fim da dengue e de outras doenças contagiosas pode ser uma meta para receber turistas, mas que deixará resultados permanentes. Pode também assegurar que Brasília seja uma alternativa para cidades que não sejam capazes de cuidar de suas condições sanitárias, antes de 2014. Investir na nossa pobre rede pública de saúde pode garantir bom atendimento tanto aos turistas quanto aos que aqui vivem, e construir um sistema permanente que melhore nossas condições atuais.
O Rio de Janeiro vem promovendo a ideia de que as Olimpíadas do ano 2016 seriam os primeiros jogos verdes do mundo, visto que as instalações, os serviços e a própria paisagem estariam sintonizados com a concepção de equilíbrio ecológico e sustentabilidade. Ainda é tempo de Brasília fazer um esforço nesse sentido. Promover iluminação e transporte com energia produzida por meios solar e biodiesel. Também há tempo para Brasília ampliar ao máximo nossas reservas florestais, especialmente a das árvores do cerrado. Ao lado da Copa da Fifa, Brasília mostraria nossa Copa ecológica.
Ainda mais do que os aspectos de esporte, saúde, infraestrutura e ecologia, Brasília precisa cuidar dos aspectos sociais, para que sejamos um território livre de analfabetismo, sem crianças trabalhando ou fora da escola, todas estudando em horário integral, sabendo a geografia e a história dos países que disputarem o campeonato mundial. Triste espetáculo dará Brasília se, durante a Copa da Fifa, as televisões do mundo mostrarem meninos como vendedores ambulantes nas portas dos estádios; ou em qualquer dos ambientes visitados pelos turistas e jornalistas ou, ainda pior, se noticiarem que foram escondidos em prisões disfarçadas, distante dos locais dos jogos e dos pontos turísticos.
Nossa Copa deve ser não só a copa do futebol nos gramados, mas a do povo feliz nas ruas. Sem isso, a nossa Copa será apenas a Copa da Fifa, estrangeira e passageira.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 09h05
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Fiscalização
Futebol é canal para lavagem de dinheiro Estudo realizado por 25 países mostra que o esporte está à mercê da prática Um dos indicativos de que a modalidade mais popular do mundo está vulnerável, cifras irracionais ajudam a encobrir crime financeiro
ANDRÉA MICHAEL, DA SUCURSAL DA FOLHA EM BRASÍLIA
Documento do Gafi, organismo internacional de combate à lavagem de dinheiro, obtido pela Folha aponta que o status dado pelo futebol, a inexistência de parâmetros para valores de negociação dos jogadores e a imagem criada de que o esporte salva craques e suas famílias da carência social são pontos que favorecem o uso da modalidade como instrumento para a lavagem de dinheiro.
Entre as práticas mais comuns, encabeça a lista o investimento de dinheiro sem origem definida em um time com dificuldades financeiras, exatamente como aconteceu na parceria MSI/Corinthians, atualmente na Justiça. Há o alerta de que a origem do dinheiro pode ser de tráfico de drogas, de armas ou simplesmente destinado a, depois de "esquentado", corromper pessoas que têm destaque político no país -as chamadas PEPs, Pessoas Politicamente Expostas.
A análise da propensão do setor para se prestar à lavagem teve seu documento final aprovado na última quinta, na reunião ordinária do Gafi em Lyon (França). A entidade é presidida pelo brasileiro Gustavo Rodrigues, que também comanda a unidade de inteligência financeira do Brasil, o Coaf.
Não existe uma contabilidade sobre quanto o futebol lava por ano. Mas o documento do Gafi aponta que o seu mercado mundial movimenta 13,8 bilhões anuais, dos quais somente 4,2 bilhões se destinam a salários. Tudo o mais, em tese, pode ser alvo de desvios, pois é dinheiro transacionado a título de regalias para o atleta, indenizações a clubes, pedágio para governos, entre outros itens.
O estudo do uso do esporte como instrumento de lavagem começou em 2008 e teve a participação de 25 países, entre europeus, sul-americanos e asiáticos, além da Austrália.
Razões para o futebol ter sido o foco do trabalho: é o esporte mais popular do mundo, tem 5.000 federações associadas oficialmente, aglomerou um bilhão de espectadores na última Copa e existem 38 milhões de jogadores oficialmente cadastrados. "O estudo é mundial, mas, se você olhar, as tipologias apresentadas refletem muito bem a situação do Brasil", diz Rodrigues.
Colhidas as respostas dos questionários distribuídos, as principais razões apontadas para a vulnerabilidade do setor à lavagem de dinheiro são:
1) Mercado de fácil penetração, porque qualquer um pode se tornar um agente;
2) Diversidade de regulamentação entre os países, o que permite ao interessado escolher o que melhor lhe oferece condições para oficializar os ganhos de uma negociação;
3) Irracionalidade das somas envolvidas, que não obedecem a qualquer critério, o que viabiliza conduzir negociações totalmente fora de valores plausíveis e, ainda assim, não dispor de padrões legais para questioná-las eventualmente;
4) O papel social do futebol, já que, em regra, promover a ascensão social de um craque e de sua família traz benefícios e é orgulho para a comunidade.
"O apelo social é muito importante, mas as autoridades devem estar atentas para que isso não mascare um crime grave, como a lavagem de dinheiro", afirma Bernardo Mota, do Coaf, que há dez anos acompanha essa discussão.
Complexo, o documento descreve, sem dar nomes, 17 casos por meio dos quais a prática da lavagem pode se materializar. Começa pelo investimento em atletas de um país de fundos estrangeiros instalados em paraísos fiscais.
Outra tipologia bastante explorada é a figura do atravessador, comum no Brasil. O fato de as cifras envolvidas não terem parâmetro e o negócio poder ser fechado em qualquer lugar do mundo facilitam a lavagem.
Na página 20, de um total de 39, o documento é categórico em afirmar: "Estimar o valor de uma transação para um jogador é um trabalho inócuo, pelo fato de que largas somas estão envolvidas, geralmente acompanhadas de uma transação para o exterior, o que torna difícil aferir a destinação final dos recursos. A supervalorização do jogador pode corresponder à técnica de lavagem de dinheiro similar, no caso do comércio, ao oferecimento desmedido de benefícios."
Também há destaque para times endividados que assumem a figura de atravessador e colocam a sua taxa de sucesso a ser ganha no negócio como pagamento de dívidas. O dinheiro que entra para tirar a agremiação do vermelho é de uma terceira negociação, que só precisava de uma oportunidade para esquentar quantias obtidas de forma ilícita e que circulavam na rede internacional.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 09h01
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O Rio antecipa medidas para a Copa 2014
Decreto proíbe eventos perto de locais de jogos da Copa 2014 Ato de Paes também protege áreas próximas a hotéis de seleções Isabela Bastos, de O Globo A prefeitura vai proibir eventos em áreas públicas no entorno do Maracanã e dos hotéis que forem escolhidos pela Fifa para hospedar seleções durante a Copa do Mundo de 2014. A medida valerá ainda para o Estádio João Havelange, o Engenhão, cogitado para abrigar treinos, e os palácios da Cidade e das Laranjeiras, oferecidos pelos governos municipal e estadual para serem a sede administrativa da Fifa durante o torneio.
Eventos particulares que atraiam grande público e causem problemas no trânsito também poderão sofrer restrições, se ficarem no perímetro das instalações da Copa ou no caminho das delegações.
Segundo o secretário especial da Copa 2014 e da Rio 2016, Ruy Cesar, no entorno imediato dessas instalações — dentro de um raio de cinco quilômetros —, qualquer evento em área pública, independentemente do número de pessoas, será proibido.
Fora desse perímetro, serão vetadas as programações em área pública com mais de mil pessoas.
Ontem, o prefeito Eduardo Paes publicou no Diário Oficial um decreto regulamentando essas e outras medidas.
— Eventos em áreas internas não poderão causar transtornos aos deslocamentos das equipes da Copa. Os órgãos municipais serão instruídos a ter cautela em qualquer licenciamento de festas — diz Ruy.
O decreto é semelhante a dois atos já publicados — em maio pelo governador Sérgio Cabral e em janeiro por Paes —, traçando diretrizes para a candidatura da cidade às Olimpíadas de 2016. No caso dos Jogos Olímpicos, porém, se o Rio for escolhido como sede, serão vetados eventos públicos com mais de cinco mil pessoas na capital e nos municípios da Região Metropolitana.
Decreto prevê antecipação de férias escolares O decreto de ontem proíbe ainda a atuação de vendedores ambulantes nas proximidades dos equipamentos esportivos.
O texto não fixa uma área específica, mas, segundo Ruy Cesar, a prefeitura deverá repetir a experiência dos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando os camelôs não puderam atuar num raio de dois quilômetros no entorno das instalações de competição.
Outra medida que será copiada do Pan-Americano é a antecipação das férias escolares da rede pública municipal. Além de permitir que as crianças assistam aos jogos, a decisão tem como objetivo diminuir em pelo menos 10% o número de veículos nas ruas. A prefeitura procurará o sindicato das escolas particulares para que essas instituições façam o mesmo.
O decreto de ontem abre caminho ainda para a adoção de um rodízio de carros e de faixas seletivas de trânsito para as delegações durante a Copa.
Férias de servidores de repartições públicas de áreas essenciais (como saúde, transportes, ordem pública e meio ambiente) poderão ser suspensas.
E a venda de produtos não licenciados com a marca do evento será reprimida.
Na primeira quinzena do mês que vem, a prefeitura fará uma reunião com representantes de todos os órgãos e secretarias envolvidos diretamente na organização da Copa 2014.
O objetivo é decidir os procedimentos de cada órgão no evento. A ideia, segundo Ruy Cesar, é fazer um manual. Todos os órgãos terão também que estabelecer os investimentos necessários em infraestrutura e equipamentos para preparar a cidade para a Copa do Mundo. Os investimentos serão incluídos no plano plurianual (2010/2014) que será apresentado por Paes à Câmara de Vereadores no segundo semestre.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 08h58
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Cada um dos estádios da Copa 2010
ELLIS PARK JOHANNESBURGO 70 MIL LUGARES Quase pronto (ainda passará por pequenas reformas até o mundial), já foi usado na Copa das Confederações. É um tradicional estádio de rúgbi
ESTÁDIO FREE STATE BLOEMFONTEIN 45 MIL PESSOAS Pronto, foi usado na Copa das Confederações. Exigiu apenas uma pequena ampliação. Os problemas da cidade são outros: aeroporto minúsculo e poucos hotéis
SOCCER CITY JOHANNESBURGO 94.700 LUGARES Palco da final, ficará pronto em janeiro. Mais de 30 mil painéis coloridos de fibra de vidro compõem a fachada do estádio, que é a ampliação de outro que já existia ali
ESTÁDIO NELSON MANDELA BAY PORT ELIZABETH 49 MIL LUGARES Recém-inaugurado, é um dos estádios mais bonitos da Copa, com seu teto de alumínio e material sintético. Vai sediar a decisão do terceiro lugar
ESTÁDIO PETER MOKABA POLOKWANE 45 MIL LUGARES Está 65% pronto (previsão: dezembro). A cidade, conhecida como Pietersburg no tempo do apartheid, é pequena (300 mil habitantes) e destino de caçadores e ecoturistas
ESTÁDIO MOSES MABHIDA DURBAN 70 MIL LUGARES Ficará pronto até dezembro. É o estádio de arquitetura mais impressionante. O arco que sustenta a estrutura terá um bondinho panorâmico
ESTÁDIO LOFTUS VERSFELD PRETÓRIA 49 MIL LUGARES Pronto. O lugar é usado para esporte há 106 anos, o que fará dele no ano que vem o mais antigo estádio já usado em uma Copa do Mundo. Nele, o Brasil derrotou os EUA e a Itália
ESTÁDIO GREEN POINT CIDADE DO CABO 68 MIL LUGARES Previsto para outubro, foi o estádio de construção mais problemática, por controvérsias ambientais e de custos. Vai sediar uma semifinal
ESTÁDIO MBOMBELA NELSPRUIT 46 MIL LUGARES Está 80% pronto. Sua característica mais marcante são as colunas em forma de girafa, referência à proximidade do Parque Kruger, maior reserva natural e atração turística do país
ESTÁDIO ROYAL BAFOKENG RUSTENBURG 40 MIL LUGARES Está pronto. Precisou apenas de pequenas reformas para ser usado já na Copa das Confederações
Escrito por Marco Aurelio Klein às 08h56
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Estádios para a Copa da África do Sul
Copa do Mundo 2010: os estádios que você não viu Revista ÉPOCA visitou os dez campos do mundial do ano que vem. Se tudo ficar pronto a tempo, a Copa do Mundo de 2010 promete ser melhor que a Copa das Confederações André Fontenelle, de Johannesburgo Walala wasala. A expressão zulu, que pode ser traduzida livremente como “bobeou, dançou”, aplica-se bem à seleção de futebol da África do Sul. Os Bafana Bafana (os garotos, também em zulu), como são conhecidos, anfitriões da Copa das Confederações, foram eliminados por um gol de falta de Daniel Alves a três minutos do fim, quando a semifinal contra a Seleção Brasileira parecia destinada a uma prorrogação. O percurso da seleção anfitriã, treinada pelo brasileiro Joel Santana, foi acidentado (uma vitória, um empate, duas derrotas), mas despertou, pelo menos por alguns dias, euforia num país ainda cheio de problemas legados pelo apartheid, o regime de segregação racial que vigorou até o início dos anos 1990. Mais importante que o resultado em campo, porém, foi a África do Sul ter sido capaz de organizar o torneio, preparatório para um desafio maior, daqui a 50 semanas: a Copa do Mundo.
O mundial de 2010 terá 32 times, 64 jogos e dez estádios, em vez dos oito times, 16 jogos e quatro estádios na Copa das Confederações. O desafio logístico, portanto, é outro. ÉPOCA visitou as nove cidades-sede e os dez campos (Johannesburgo terá dois estádios). Dessas visitas é possível afirmar que os estádios, pelo menos, não serão o problema. Cinco podem ser considerados prontos e os outros cinco deverão estar completados até dezembro, seis meses antes do início do torneio. Depois de muito reclamar de atrasos, a Fifa (a federação internacional de futebol) parece ter conseguido fazer o cronograma das obras andar no prazo.
Os problemas que a África do Sul tem um ano para resolver são outros: algumas cidades pequenas, como Nelspruit e Polokwane, não têm hotéis suficientes para a demanda do período da Copa. Em cidades grandes, como Johannesburgo e Durban, onde os índices de criminalidade são altíssimos, parece impossível garantir a segurança de milhares de torcedores, por mais que o governo prometa um esquema especial.
O torcedor brasileiro interessado em ir à África do Sul no ano que vem – mais de 5 mil já teriam comprado ingressos – terá de planejar a viagem com muito mais cuidado que três anos atrás, quando a Copa do Mundo foi disputada na Alemanha. É indispensável conhecer a localização exata dos hotéis – em Johannesburgo, ficar na zona norte ou na zona sul da cidade significa poder sair à rua em segurança ou ter de passar o dia trancado no hotel com medo de assaltos.
Voos entre uma cidade e outra devem ser reservados com antecedência: os sul- -africanos são torcedores fanáticos que não hesitam em pegar um avião para assistir a uma competição do outro lado do país. Na semana passada, faltaram assentos em várias linhas domésticas, devido à Copa das Confederações e à excursão de um combinado britânico-irlandês de rúgbi. Hospedar-se em Pretória, a 50 quilômetros de Johannesburgo e próxima de três outras sedes (Rustenburg, Polokwane e Nelspruit), é uma boa opção para quem pode alugar um carro e não se importa com a mão inglesa e o volante do lado direito do carro.
Embora reconheçam os problemas de segurança e estrutura, os sul-africanos estão evidentemente orgulhosos com a Copa que vem aí. “Não vejo a hora de este estádio ficar pronto”, diz Dave Miles, o responsável pela segurança da obra de Soccer City. “Nunca vi tanta coisa sendo feita ao mesmo tempo neste país: estádios, estradas, aeroportos.” Verdadeira joia da arquitetura contemporânea, projeto de um escritório sul-africano, o gigantesco estádio ainda está envolto pela poeira do canteiro. Quando ela baixar, o que se verá é um anel colorido composto de milhares de painéis de fibra de vidro. Dentro dele, quase 100 mil pessoas assistirão à decisão da Copa. Muitas delas, espera-se, virão de Soweto, o bairro vizinho famoso no mundo inteiro desde que, em 1976, ali começou o levante contra o apartheid.
Soccer City não é o único orgulho da engenharia sul-africana. Mesmo os estádios mais modestos da Copa, como os de Polokwane e Nelspruit, terão padrão de Primeiro Mundo – o mesmo que o Brasil terá de apresentar em seus 12 estádios, na Copa de 2014. Perdido à beira de uma estrada, no meio do nada, o estádio Mbombela, de Nelspruit, é talvez o mais inusitado. Seus pilares têm a forma de um corpo de girafa, uma referência ao Parque Kruger, a gigantesca reserva de animais selvagens que fica a apenas 40 quilômetros dali e é a maior atração turística do país. As cores dos assentos lembrarão a pele de animais-símbolo da África, como a zebra. Tudo para impressionar o planeta em 2010, qualquer que seja o desempenho da seleção da casa. Os sul-africanos não querem que o mundo diga, a seu respeito, walala wasala no ano que vem.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 08h55
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Leonardo, em entrevista para Veja
Bolas murchas em gestão
O técnico do Milan diz que falta profissionalismo aos clubes brasileiros, que não existe substituto para Ricardo Teixeira na CBF e que a Copa deve ser mais do que uma festa Kalleo Coura
Não há, no futebol brasileiro, trajetória como a do ex-jogador Leonardo. Ex-garoto-prodígio do Flamengo no período áureo de Zico, ex-meia do São Paulo quando o time conquistou o segundo Mundial Interclubes e tetracampeão com a seleção brasileira em 1994, ele começou aos 22 anos seu giro pelo mundo. Morou na Espanha, contratado pelo Valencia; no Japão, pelo Kashima Antlers; na França, pelo Paris Saint-Germain; e, finalmente, na Itália, pelo Milan, onde jogou por sete anos. Em 2003, pendurou as chuteiras, mas não tirou o time de campo: aprendeu sobre gestão e foi por seis anos executivo do clube milanês. Agora, aos 39 anos, acaba de ser nomeado o seu novo técnico. Antes dele, só Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari haviam comandado equipes de porte semelhante na Europa. A VEJA, Leonardo falou das deficiências do futebol brasileiro, da Copa de 2014 e, claro, de seu percurso.
O senhor tornou-se treinador do Milan num momento complicado: o zagueiro Maldini acaba de encerrar a carreira, Kaká foi vendido ao Real Madrid, Ronaldinho Gaúcho passa por uma fase ruim e o clube anunciou que terá de reduzir em 30% a verba destinada ao salário dos atletas. Como pretende lidar com isso?
Depois de um ciclo de oito anos com o Carlo Ancelotti (ex-treinador do Milan) no comando, é normal que haja agora um momento de reestruturação. Na Itália, os estádios estão arrecadando um quinto do que se arrecada na Alemanha ou na Inglaterra e os clubes gastam até 70% do orçamento com o pagamento de jogadores. Como não é possível reduzir salários, estamos reduzindo nosso plantel. Atletas jovens com muita fome de jogar terão de aparecer. Não há outro jeito.
Kaká fará muita falta ao time?
Ele faria falta em qualquer time. Estamos falando do melhor jogador do mundo. O Kaká tem uma objetividade e uma efetividade impressionantes. É fisicamente muito forte e, além disso, carismático. E olhe que já mantém tudo isso há seis anos. Uma coisa é ser um fenômeno durante um ou dois anos. Outra é jogar no mais alto nível durante dez anos seguidos. O Kaká conseguirá esse feito.
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, que também é dono do Milan, disse que o desempenho do partido dele nas eleições europeias foi prejudicado pela venda de Kaká. É verdade que ele pediu ao Real Madrid e ao jogador que postergassem o anúncio da venda?
Sinceramente, não sei. Esse assunto é muito complicado... Acho que a devida distância entre o clube e a política vem sendo mantida. O clube tem vida própria, independência e também um gestor do dia a dia, que é o (vice-presidente) Adriano Galliani.
Berlusconi culpou publicamente o ex-técnico Ancelotti pelo fraco desempenho do time no campeonato italiano. Ele é um patrão difícil?
Não. Ele é um sonhador. É um presidente atuante e apaixonado – é torcedor do Milan desde que nasceu e gosta de ver a equipe vencendo com um jogo bonito. Minha relação cotidiana será com o Galliani, mas, quando for preciso, conversarei com Berlusconi também. Já jantamos juntos. Meu relacionamento com ele é ótimo, mas é apenas profissional.
O envolvimento de craques brasileiros em confusões fora de campo afeta a imagem dos atletas do país na Europa?
A imagem, propriamente, não. Até o começo da década de 90, ninguém queria saber de nossos jogadores na Europa. Foi só nos últimos dez anos que Ronaldo, Kaká, Ronaldinho, Adriano, Robinho e Roberto Carlos passaram a fazer parte de todas as listas de melhores do mundo – e os brasileiros tornaram-se uma referência nos gramados da Europa. Ao mesmo tempo, o futebol cresceu como indústria e esses jogadores começaram a ser vistos como estrelas, quase como os Rolling Stones ou o Tom Cruise. Não é fácil equilibrar essa nova dimensão com o esporte. O problema é que esporte é rendimento. E, se você perder o autocontrole e o foco, no dia seguinte já não será o mesmo. Veja o caso do Adriano: ele tem apenas 27 anos e está jogando no Flamengo, longe de um grande centro do futebol, portanto. Com essa idade, deveria estar na Itália ou na Espanha – e não está.
Como o senhor investiu o dinheiro que ganhou durante a sua carreira de jogador?
Em imóveis e ações. Levo uma vida ótima, mas não cara. Não gasto muito, não.
É verdade que houve um período em que o senhor quis se desfazer de seus bens e chegou a doar parte deles a amigos?
Isso foi quando eu tinha por volta de 30 anos, durante meu primeiro período na Itália. Passei por um momento psicologicamente ruim. Sentia culpa ao comprar roupas, ao comer em restaurantes caros. Em vez de me darem prazer, essas coisas me deixavam mal. Acho que tive uma depressão.
Teve sintomas físicos? Principalmente insônia. E também taquicardia. De que tipo de bens o senhor se desfez?
Relógios, carros, móveis? Sim, eu me desfiz de muita coisa. Minha casa em Milão ficou praticamente vazia. Não tinha nem computador mais. Quando precisava, pedia para usar o dos outros. Foi um momento de desequilíbrio emocional mesmo. Fiz terapia durante três meses. Minha ex-mulher, Beatriz, e os meus pais foram os que mais me ajudaram nessa fase. Também comecei a ler livros de filosofia e psicologia. Desse período nasceu a Fundação Gol de Letra (entidade de apoio a crianças carentes, que ele criou junto com o ex-jogador Raí). Mas até hoje não gosto de tocar nesse assunto.
O senhor foi executivo do Milan durante seis anos. Por que, na sua opinião, enquanto times como o Arsenal da Inglaterra chegam a lucrar 60 milhões de euros numa temporada, o Flamengo, por exemplo, só tem dívidas? O que há de errado no futebol nacional?
O futebol brasileiro está fora do mercado. A atual estrutura dos clubes – associações sem fins lucrativos, geridas por um conselho que nem se sabe mais para que serve e por presidentes com mandato de três anos – não funciona. Que clube hoje no Brasil planeja seu futuro? Nenhum. A maioria está quebrada, tentando levantar dinheiro para pagar as contas do mês seguinte. É preciso buscar novas soluções.
Por exemplo?
Transformar todos os clubes em empresas e vendê-los a grandes investidores. Hoje, o Flamengo dá prejuízo e nada acontece. Mas, se alguém tiver de pagar a conta, a situação pode mudar – talvez o clube passe a ser lucrativo.
E como os clubes se sustentariam?
Com as suas marcas, é claro. As fontes de renda de um clube são: licenciamentos, merchandising, venda de ingresso para torcedores e venda de direitos de transmissão para a televisão. Se o clube melhorar sua gestão, tudo isso vai sair mais caro e, assim, render mais. Grandes empresas vão bater à sua porta, para patrociná-lo, como fazem aqui com o Milan. Se a Dolce&Gabbana não vier, a Armani virá no dia seguinte. Se não vier a Audi, talvez venha a Mercedes. Agora, quando você pensa no Flamengo, para ficar no nosso exemplo, qual o primeiro adjetivo que vem à cabeça? Tenho certeza de que é algo relacionado a insucesso. Por isso nenhuma marca quer se juntar a ele e é um trabalhão conseguir patrocinadores.
O fato de a CBF ter o mesmo presidente há vinte anos ininterruptos interfere no processo de modernização dos clubes?
O Ricardo Teixeira não é o culpado por essa situação. Afinal de contas, são os clubes que votam nele. O Ricardo Teixeira sairia para dar lugar a quem? O fato é que não existe gestor para substituí-lo. Claro que a sua permanência contribui para a manutenção da atual estrutura do futebol brasileiro. Mas o quadro só vai mudar quando os clubes acordarem.
De onde surgiu o seu interesse pela gestão esportiva?
Durante toda a minha carreira, negociei as cláusulas de meus contratos, administrei minhas finanças e fiz meus próprios investimentos, sem intermediários. Pensava muito mais em ser gestor do que em ser treinador quando parasse de jogar. Então, depois de várias conversas, dei indicações a Berlusconi e a Galliani de que era esse o caminho que queria seguir. Também fiz cursos de gestão, um deles na universidade italiana Luigi Bocconi (uma das mais prestigiadas escolas de administração da Europa). Gosto tanto de gestão que acho que este período como treinador será apenas um parêntese na minha carreira de administrador.
Acha que Ronaldo, o Fenômeno, deve ser convocado para a Copa do ano que vem?
Depende do rendimento dele. Ele é mais do que um jogador de futebol, é um símbolo. Se conseguir equilibrar o que representa fora de campo com a atuação nos gramados, ele se tornará uma peça muito importante. O Brasil inteiro quer vê-lo vestindo a camisa da seleção. Se ele tiver a mínima condição de jogar, acho que deve estar entre os quatro atacantes convocados. Não temos um ataque pronto ainda na seleção. Se tivéssemos, talvez o Ronaldo não tivesse chance de ser convocado. O Adriano ainda está se recuperando e o Alexandre Pato está se desenvolvendo. Talvez o Luís Fabiano hoje esteja melhor, mas ainda falta algo no conjunto.
O Brasil está preparado para sediar a Copa?
Claro que temos inúmeras dificuldades. Há muita coisa a ser feita, mas não tenho dúvida de que somos capazes de organizar uma boa Copa. Agora, se quisermos fazer do torneio só uma festa, não evoluiremos. Os melhores estádios da Europa são os alemães, onde os jogos da Copa de 2006 foram realizados. Hoje, graças ao fato de serem arenas multifuncionais, o faturamento deles é até cinco vezes maior do que antes da competição. Se tivermos um projeto parecido, não só o esporte pode ganhar um impulso forte, mas o Brasil como um todo também. Precisamos modernizar não apenas estádios, mas aeroportos, estradas, hospitais. A Copa tem de ser encarada como um investimento nacional.
Em quase vinte anos de carreira, o que o futebol lhe deu de melhor?
O futebol me proporcionou morar em vários países e conhecer diversas culturas. Morei na Espanha, no Japão, na França e na Itália.
Os fãs japoneses são bastante diferentes dos brasileiros, não?
São muito diferentes. Quando morei lá, eram principalmente mulheres. Ficavam na porta da minha casa, me davam presentes e choravam quando me viam. Algumas meninas apareciam todas as semanas e ficavam lá o dia inteiro, mesmo chovendo torrencialmente. Não adiantava pedir que fossem embora – elas continuavam lá, na chuva. Não queriam nada em troca, além de demonstrar carinho. Ganhei muitos presentes: objetos ligados à cultura budista, camisas, origamis, cartões e até um carro. Não pude recusá-lo, seria considerado mal-educado. Até hoje sou admirado por lá. No Ocidente, a fama passa. No Japão, permanece.
E a torcida italiana? É tão passional quanto a brasileira? É diferente.
Os torcedores italianos são mais bem informados do que os brasileiros. Eles sabem a escalação, conhecem táticas e estão inteirados sobre as características de cada jogador. No Brasil, não é tanto assim. Em contrapartida, a expressão da paixão do torcedor brasileiro não se compara com a de nenhum outro. Nenhum estádio do mundo proporciona a emoção de um Maracanã ou Morumbi lotado. É uma sensação indescritível.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 19h33
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Problemas
Ausência da Espanha A seleção da Espanha, terceira colocada, não conseguiu chegar a tempo para a cerimônia de premiação. Problemas se trânsito devem ter causado o atraso dos espanhóis.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 18h01
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Mais um título
Brasil campeão Merecido o título. Depois de virar o primeiro tempo perdendo de 2x0 para uma motivada seleção americana, o Brasil pressionou muito, virou o placar para 3x2 e teve até mesmo um gol não validado, depois do bom goleiro Tim Howard tirar a bola de dentro do gol. A seleção brasileira chegará como favorita a mais uma copa do mundo, a do ano que vem na própria África do Sul. E chegará muito forte, como um conjunto afinado.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 17h51
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Felipão
Felipão revela como resolveu ‘briguinha’ entre Rivaldo e Ronaldo em 2002Em entrevista, técnico comenta também sobre Dunga, Ronaldinho Gaúcho, Romário, Kaká, Cristiano Ronaldo e sobre seu futuro GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro Agência/EFE Felipão sorri ao dar entrevista. Ele não pensa na possibilidade de dirigir o Brasil em 2014 O técnico Luis Felipe Scolari, atualmente à frente do Bunyodkor, do Uzbequistão, abriu o verbo em entrevista ao Colunista de “O Globo”, Renato Maurício Prado. Felipão analisou o trabalho de Dunga na seleção brasileira e lembrou de alguns casos de quando ele era o comandante do Brasil. Ele revelou, por exemplo, como solucionou o problema de relacionamento entre Ronaldo e Rivaldo na Copa de 2002. Clique aqui para conferir a entrevista (fechado para assinantes).
Scolari comentou também sobre Ronaldinho Gaúcho, a nova parceria de Kaká e Cristiano Ronaldo no Real Madrid, e, claro, sobre Romário. O treinador deu mais detalhes sobre sua decisão de não levar o Baixinho para o Mundial.
O técnico disse que pretende voltar ao Brasil daqui a um ano e meio e comandar alguma equipe por mais dois anos. Ele já adiantou que não tem a menor chance de assumir o comando da seleção na Copa do Mundo de 2014.
- Deus me livre! Estou fora.
Dunga
- Acho que o Dunga está indo muito bem. Começou um pouco inseguro, o que é natural, pois não tinha experiência. Mas foi se firmando e acredito que possa fazer uma boa Copa. O seu momento mais difícil foi às vésperas daquele amistoso do fim do ano, contra Portugal. Curiosamente, aquela goleada de seis marcou o início da arrancada do Dunga para cima e a do Carlos Queiroz (técnico de Portugal) para baixo.
Importância de Jorginho na seleção - Há uma peça fundamental para o sucesso do trabalho do Dunga: o Jorginho. E nem é tanto pelo fato de já ter sido técnico, mas por conseguir dar ao Dunga um equilíbrio que dificilmente ele teria caso estivesse sozinho ou com outro assessor que não fosse tão próximo e calmo. Se não houvesse o Jorginho, o Dunga, com certeza, já teria explodido e mandado tudo e todos para o inferno.
Ronaldinho Gaúcho
- Não sei se Ronaldinho Gaúcho vai voltar à seleção. Para mim, antes de mais nada, ele precisava perder quatro quilos, voltar a treinar e jogar com a vontade e a gana que na seleção, antes e durante a Copa de 2002 e nos seus primeiros anos de Barcelona. Com a saída do Kaká, ele tem uma boa oportunidade de mostrar que é capaz de liderar o Milan. Mas precisa emagrecer e recuperar o tesão pela bola.
Ronaldo x Rivaldo
- Quem foi o jogador mais importante da Copa de 2002? Rivaldo, disparado! O Ronaldo foi espetacular, fez gols decisivos e tudo mais, mas o cara que desequilibrou foi o Rivaldo. Eles tinham uma briguinha particular naquela seleção.
'Briguinha' entre os dois na Copa de 2002
- Um queria sempre fazer mais gols do que o outro. Por isso, muitas vezes não passavam a bola, mesmo quando esta era a melhor opção para o time. Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será". Falei e fui me embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois". E acabou de vez aquela bobajada.
Fenômeno no Corinthians
- Ronaldo é fora de série. Mesmo estando uns sete ou oito quilos acima do peso com que jogou a Copa de 2002, ele ainda faz a diferença na hora da verdade. Os gols que marcou na final do Paulista foram típicos de um extra-classe. E, no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil, contra o Inter, fez a mesma coisa. Se ele perder uns quatro quilos, nem tem o que discutir. Tem que ser convocado e jogar a Copa. Ele é o tipo de cara que só de olhar, o adversário já treme.
Romário
- Romário também era um cara assim. Só não o levei na Copa de 2002 porque ele traiu a minha confiança. Foi depois da Copa América em que perdemos até do Panamá ou de Honduras, não me lembro, e eu estava por um fio. Eu e o time precisávamos do apoio naquela hora e aí surgiu a história da tal operação no olho. Num primeiro momento, me conformei, afinal, tratava-se de um problema de saúde. Mas, depois, o que eu soube? Que ele não ficou de repouso coisa nenhuma: foi fazer amistosos com o Vasco para ganhar uma grande em dólares. Aí, perdi a confiança nele e ele perdeu a Copa.
Possível interferência de Ricardo Teixeira
- O presidente Ricardo Teixeira nunca me pediu para convocar o Romário. Disse: "A decisão é sua. O que você decidir, está decido. Vou te apoiar, mas se você perder a Copa, vai ter que explicar para a torcida". E eu banquei a não convocação. Depois dessa conversa, teve um momento que eu cheguei a balançar. Foi quando ele foi para a TV chorar de dizer que queria disputar o último Mundial. Eu já estava emocionado e quase voltando atrás, quando entrou em cena o Eurico Mirando falando um monte de barbaridades, me xingando disso e daquilo e fazendo ameaças. Aí percebi que era tudo um circo armado para me pressionar e desisti, definitivamente, de levar o Romário.
Kaká e Cristiano Ronaldo
- Kaká é um jogador raro em todos os sentidos. Pelo que faz em campo e fora dele. É uma joia rara esse rapaz. Com toda fama e dinheiro que já ganhou, continua a se entregar em campo como se fosse um juvenil. Tenho certeza de que ele e o Cristiano Ronaldo vão se dar bem juntos. O Cristiano não tem nada a ver com aquela imagem de marrento que todos têm dele. Aposto que ambos serão grandes amigos. O problema do Real Madrid é o Raúl. Ele já é um veterano e continua a ser o "dono do vestiário". E ai de quem ele não gosta. Inclusive o técnico.
Problemas no Chelsea
- Os verdadeiros donos do futebol hoje em dia são os jogadores. O técnico, na maioria dos clubes europeus, não tem força para contrariá-los. Quem os clubes vão preferir mandar embora? Claro que os demitidos são sempre os técnicos. Os principais jogadores já perceberam isso. Esse foi meu problema no Chelsea. O Drogba, o Ballack e o Cech não aceitavam os meus métodos de treinamentos nem minhas exigências.
Saída após o título de 2002
- Não tinha decidido sair da seleção. Se a CBF tivesse aceitado as minhas sugestões, teria ficado. Eu queria mais ingerência nas seleções de base. Queria que os meus auxiliares acompanhassem os treinos e torneios para que pudessem me avisar do potencial que a garotada tinha para substituir os campeões do mundo, que eu já sabia que não teriam como chegar bem em 2006. Eu queria dirigir o time olímpico em Atenas, mas o Ricardo foi contra alegando que já tivera problemas com isso antes, com o Vanderlei. Aí perguntei para o Ricardo: "Se você fosse eu, ficaria ou aceitaria?". E ele disse: "Eu sairia". Foi o que eu fiz. Mas saí numa boa, sem ressentimentos.
Porque não voltou para seleção brasileira
- No dia da final da Copa de 2006, o Ricardo Teixeira me ligou querendo conversar sobre a minha volta. Marquei um encontro em Barcelona, mas, quando falei com a minha família, todos foram contra. Para não brigar, liguei para o Ricardo desmarcando e abrindo mão do convite. E ele foi atrás do Dunga.
Copa no Brasil em 2014
- Treinar o Brasil em 2014? Deus me livre! Essa vai ser a pior Copa para qualquer treinador brasileiro. Ninguém vai aceitar outro resultado que não seja o título. Ninguém admite passar outra vez por uma frustração como a de 1950. Pobre técnico...tô fora!
Uzbequistão - Meu contrato é de um ano e meio, mas a cada seis meses vamos sentar e discutir. E tanto da parte deles como da minha, podemos decidir não continuar. Estão querendo que eu assuma a seleção, mas isso não está certo. O Rivaldo, que é o craque do nosso time, me garantiu que dá para fazer um trabalho legal, pois conhece o time sub-20 do país e me disse que há vários garotos bens de bola, com futuro.
Planos para o futuro
- Vou voltar dentro de um ano e meio. Aí trabalho mais uns dois como técnico e chega! Mudo de função ou me aposento. Chega de discutir com bandeirinha à beira do campo. O Palmeiras queria que eu assinasse um pré-contrato para quando eu voltar. Agradeci, mas não aceitei. Quando voltar, quero estar livre para decidir o que for melhor na ocasião. Houve um dirigente do São Paulo que ligou para o meu empresário querendo o meu telefone.
Os técnicos brasileiros
- Dos novos, gosto muito do Mano Menezes. Vejo futuro no Vagner Mancini e no Dorival Júnior. Mas estes precisam de uns três anos de bons trabalhos para se firmar entre os maiores, como o Vanderlei, Muricy, Autuori...
Vanderlei Luxemburgo - Técnica e taticamente, o Vanderlei é o melhor. Mas costuma misturar muito as coisas dentro de fora de campo. Eu não consigo engolir essa de história de treinador querer ganhar comissão em cima de atletas que ele revelou ou indicou e que depois foram vendidos. Dá margem a milhares de insinuações. Nunca fiz, nem faria. Se ele se concentrasse no que é melhor, teria ainda mais sucesso. Mas essa é apenas a minha opinião. Ele é maior de idade, bem-sucedido, faz o que quiser.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 13h27
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3o. lugar
Deu Espanha No segundo tempo da prorrogação, Xavi Alonso cobrando falta decretou 3x2 para os espanhóis.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 12h31
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Minutos de arrepiar
Tempo regulamentar 2x2 África o Sul e Espanha empatam no tempo normal e se preparam para a prorrogação. Os quatro minutos finais valeram qualquer preço de ingresso. O time de Joel Santana vencia por um a zero, quando Guiza, em apenas dois minutos, aos 44' e aos 45', Guiza fez dois gols e virou o jogo. Quando tudo parecia decidido e boa parte dos torcedores africanos já deixava o estádio, aos 47', no último lance do jogo, cobrando falta a quase trinta metros do gol, Mphela mandou um petardo no Ângulo levando o jogo para a prorrogação. Muita gente na África do Sul nunca mais sairá do estádio antes do apito final.
Escrito por Marco Aurelio Klein às 11h59
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